28 de Junho – Dia do Orgulho LGBT [Avanços e Desafios]

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Gay Pride

O Dia 28 de Junho é o dia mais importante do calendário dos movimentos LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais) de todo o mundo, pois, exatamente nessa data, aconteceram as revoltas no Bar Stonewall em Nova York. No ano de l969, quando os homossexuais, cansados de apanhar da polícia, que toda noite invadia seus espaços de lazer, reagiram e ganharam a batalha contra a prepotência policial. Nos anos seguintes, os LGBT do mundo inteiro adotaram 28 de junho como o “Dia do Orgulho Gay”, também chamado de Dia da Consciência Homossexual,  logo após tornando-se “Dia do Orgulho LGBT”.

Avanços

Em comemoração os governos sempre lançam novidades para apaziguar os movimentos com os LGBT, nesta quinta-feira (27) o Governo Federal lançou o Sistema Nacional de Promoção de Direitos e Enfrentamento à Violência contra Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (Sistema Nacional LGBT), com a assinatura de duas portarias – uma de criação do sistema e outra de um comitê gestor de enfrentamento da chamada LGBTfobia, o preconceito e a violência contra a diversidade de orientação sexual e de identidade de gênero.

O Sistema Nacional LGBT será formado basicamente por centros de promoção e defesa – com apoio psicossocial e jurídico, entre outros tipos de suporte – e por comitês de enfrentamento à discriminação e de combate à violência, com participação de atores sociais. No lançamento do sistema, também foi anunciado, pela assessora especial do Ministério da Saúde, Lena Peres, a ampliação da ficha de atendimento em postos do SUS, em que também constarão nos espaços para a definição dos casos, as violências homofóbicas e o nome social da pessoa, além de espaço para a identidade de gênero e para a orientação sexual.
A Rede Globo, a emissora de televisão com maior número de telespectadores passou essa semana um “beijo gay”, em uma cena do seriado “Tapas e Beijos” Vladimir Brichta e Fábio Assunção, que vivem respectivamente Armane e Jorge, deram um selinho, causando em seguida centenas de comentários nas redes sociais. Hoje a Globo tem vários homossexuais em suas novelas e cada vez mais é mostrado para a sociedade a realidade dos homossexuais no país.

Desafios


Em primeiro lugar o projeto repugnante votado e aprovado pela Comissão de Direitos Humanos e Minorias sobre a presidência de Marco Feliciano (PSC). O Projeto de Decreto Legislativo 234/11 de autoria de João Campos (PSDB) é um retrocesso nas políticas públicas para LGBT, além de ser um clara afronta dos religiosos conservadores que estão dominando a política brasileira.
Os homossexuais não tem nada contra a igreja, algumas igrejas é que não respeitam a orientação sexual de cada um e quer modificá-la baseado em sua fé e em seus dogmas. O Brasil vive em um perigo eminente, com políticos religiosos querendo acabar com a laicidade do Estado e aprovando leis baseado não na constituição, mas em seus pensamentos inspirados em seus dogmas religiosos.
Essa semana também foi divulgado um relatório com dados sobre violência homofóbica em 2012, que indicou 166% de aumento do número de denúncias feitas e 183% de aumento da quantidade de vítimas. No ano passado, segundo o relatório divulgado pela SDH, foram registradas 3.084 denúncias de violência contra homossexuais, bissexuais, travestis e transexuais; e mais de 9,9 mil violações de direitos relacionados à população LGBT. A estatística envolve 4,8 mil vítimas e 4,7 mil acusados. Esses números indicam aumento de denúncias e de vítimas envolvidas. O estudo ainda mostrou que houve uma mudança de perfil dos denunciantes, que antes era a própria vítima. Em 2012, constatou-se que 47,3% das denúncias foram feitas por desconhecidos.
A homofobia e o preconceito ainda está em nossa sociedade e deve ser combatido com políticas publicas que esclareçam o que é ser um LGBT e quais os desafios que sofrem. O crime homofóbico ainda é uma realidade brasileira, mas a maioria continua sem solução e os assassinos livres para cometerem mais atrocidades. Precisamos da criminalização da Homofobia, para termos leis mais rígidas com pessoas homofóbicas.



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Sobre o Autor

Myke Fonseca

Ativista LGBT, Vice presidente do MEL (Movimento do Espírito Lilás - Movimento Gay de João Pessoa) - Formado em Marketing, atua nas áreas de Design Gráfico, Web Design e Assessoria de Marketing, Empreendedor e Cooproprietário dos sites: http://www.aligagay.com e http://www.portalinboox.com

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