A postura preconceituosa da vereadora Eliza Virginia

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Eliza Virgínia

Não é de hoje que a vereadora evangélica Eliza Virgínia vem se pronunciando de maneira preconceituosa dentro da câmara municipal de João Pessoa. Ela já disse ser contra o kit escola sem homofobia, e também foi uma das que o chamou de “Kit Gay”, sempre esteve em embate as políticas públicas para os LGBT (lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais) e enfrentando a vereadora Sandra Marrocos e seus projetos de inclusão, combate a homofobia, preconceito e discriminação.

A última novidade da vereadora Eliza é a frase que ela pronunciou durante uma sessão na câmara sobre a lei Maria da Penha. Na frase fica claro a postura preconceituosa da vereadora, que dá a entender que as feministas são lésbicas.

“as feministas são mal amadas e não gostam de homens”, disse a vereadora.
A ex-secretária de políticas públicas para mulheres do município Nézia Gomes se pronunciou sobre isso, leia abaixo a Nota:
“É lamentável saber que uma vereadora, representante do povo, tem posturas conservadoras, ignorantes e tem a capacidade de jogar no lixo toda uma história de luta, suor e sangue para a garantia dos direitos humanos. E o pior, é saber que esta senhora chamada Eliza Virgínia foi reeleita e passará mais quatro anos ganhando dinheiro público para legislar para os fundamentalistas. Que retrocesso essa mulher representa para nossa história!

Gostaria de dizer a esta senhora que, como ex Secretária de Políticas Públicas para as Mulheres e militante feminista, a cidade e o Estado nunca avançou tanto na garantia da cidadania das mulheres. A senhora que fala tanto de vida, deveria entender que quando a gente corre para implementar políticas de enfrentamento a violência contra a mulher, a gente está lutando e garantindo a vida também. Quando concretizamos serviços para acolher as mulheres, seja centros de referencia, casa abrigo, delegacias da Mulher, estamos cuidando para que outras mulheres não entrem nas estatísticas de assassinadas, vítimas de uma cultura machista que mata porque não aceita rompimentos.

Nós, não induzimos mulheres nenhuma a nada. Até porque, quando uma mulher está com sua autoestima baixa, ela não consegue dar passo nenhum. Nós respeitamos o processo de cada mulher. Nossa intenção é de fortalecê-la para que a mesma saia do ciclo de violência, estando ou não nas suas relações afetivas. A única coisa que não abrimos mão e vamos até o fim, é o direito das mulheres construírem suas histórias de vida sem violência. E para garantir isso, a gente briga mesmo.

Vereadora, nós não somos frustradas, ao contrário. Olhar para o mundo hoje e ver mais mulheres entrando nas universidades, em todo mercado de trabalho, podendo decidir o tamanho que será sua família e ter um instrumento como a Lei Maria da Penha nos dá um orgulho grande e a certeza que estamos no caminho certo. Até para a Senhora chegar a Câmara Municipal de João Pessoa foi preciso queimar sutiãs, ir para ruas, suar e derramar sangue.

A senhora que representa o povo, deve respeitar as suas histórias e conquistas. Nada foi nos dado de graça. Os mecanismos de políticas para as mulheres é uma conquista de todo povo brasileiro, porque quando a gente muda à vida das mulheres, muda também, a vida de todas as pessoas ao seu redor. Respeito é bom e nós gostamos e lutamos por ele!”

Políticos como Eliza Virginia devem ser combatidos na Paraíba, pois representam um retrocesso nas políticas públicas de combate a discriminação, intolerância, preconceito e igualdade de gênero. Ela ainda usa em seu Slogan “Em defesa da vida e da família”, será que na família dela nunca teve nenhum gay ou lésbica? Será que nenhuma mulher em sua família sofreu violência doméstica? 
A Liga Gay
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