Banheiros Neutros, a solução americana para combater à transfobia

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Todos os dias homens e mulheres transexuais tem seus direitos violados nos banheiros de todo o Brasil, o preconceito e a discriminação existentes em nossa sociedade não aceitam que pessoas transexuais utilizem os banheiros que querem utilizar. Esse é o debate do momento nos Estados Unidos, a hashtag #WeJustNeedToPee foi uma febre nas redes sociais do país, selfies de mulheres e homens transexuais em banheiros dos gêneros que foram atribuídos ao nascer, mostrando o quão desconfortável era estar em um banheiro que não condiz com a sua identidade de gênero.

Na filadélfia um novo projeto de lei foi apresentado na última quinta-feira na Câmara Municipal que se for aprovado tornará todos os banheiros públicos da cidade, em banheiros neutros. Essa legislação reflete a opinião de funcionários de  cargos públicos importantes como Valerie Jarret, assessora do Presidente Barack Obama que defendeu acomodações inclusivas para pessoas transexuais em uma de suas matérias para o The Advocate no mês de Abril desse ano, no mesmo mês a Casa Branca criou o seu primeiro banheiro neutro.

O Projeto apresentado faz parte de uma promessa estabelecida na lei de direitos iguais para LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais) que o prefeito Michael Nutter assinou dois anos atrás,  para cumprir seu objetivo de tornar a Filadélfia uma das cidades mais inclusivas para LGBT de todo o mundo e que saiu na frente em questão de igualdade.

“Usar um banheiro público pode ser altamente estressante, sendo até mesmo perigoso para certos indivíduos. É basicamente fazer com que as pessoas policiem o gênero das outras pessoas,” disse Helen “Nellie” L. FitzPatrick da diretoria de assuntos LGBT do prefeito Nutter, em uma entrevista para o jornal americano “The Inquirer”.

Uma das alegações feitas pelos legisladores de direita da cidade é que os heterossexuais cisgênero seriam atacados por transexuais em banheiros públicos da cidade, o que é rebatido por estatísticas de crimes locais, que mostram que o risco está nas transexuais usarem o banheiro que não condiz com a sua identidade de gênero. O caso da transexual Chrissy Lee Polis é um dos exemplos, ela foi atacada em um banheiro do McDonald no ano de 2011 em Baltimore por ser uma mulher transexual.

No Brasil estamos bem distantes dessa discussão, em um país onde matar transexuais é algo corriqueiro e impune praticado até mesmo por membros da polícia local que deveriam proteger os cidadãos. Mas o debate sobre banheiros neutros é muito importante, pois há casos de agressões verbais e física que as pessoas transexuais sofrem. Na Paraíba há um caso noticiado pelo nosso site, onde a Miss Paraíba Trans 2014 foi vítima de discriminação por usar o banheiro de um dos shoppings mais movimentados da capital.

A esperança para nosso país é que a presidente Dilma Rousseff se inspire nos decretos do presidente Barack Obama e realize o que prometeu em sua campanha eleitoral, tornar a LGBTfobia crime inafiançável, assim como o racismo já é. A realidade é que a presidente teme bater de frente com os líderes religiosos do país, porém esses lideres religiosos já não estão apoiando a presidente. As pessoas LGBT de todo o Brasil sofrem diariamente discriminações por falta de uma lei rigorosa que puna essas agressões e esperam que a Presidente tome um posicionamento, já que as pautas LGBT são vetadas na Câmara Federal que está cheia de políticos conservadores.

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