CURA GAY – Seria o Próximo Passo a Legalização do “Estupro Corretivo”?

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Cura Gay
A sexualidade sempre foi um grande enigma da humanidade e uma das mais importantes e complexas dimensões da condição humana. Sua compreensão envolve inúmeras variáveis que incluem questões morais, políticas e ideológicas. Outro pilar que fundamenta as relações sociais, na sociedade Ocidental, são os valores morais e legais.
Assim podemos compreender que a heterossexualidade, enquanto regra social, também é um valor construído historicamente. Neste sentido lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais rompem com a expressão dominante da sexualidade – heterossexualidade – e se colocam além das barreiras dos padrões heteronormativos.

Assim a discussão sobre a proposta de lei que visa mudar uma resolução do Conselho Federal de Psicologia (CFP) para permitir que profissionais dessa área atuem na chamada “cura gay” é um retrocesso para a sociedade e um ataque a dignidade da população LGBT.

Apesar de o parlamentar ter afirmado que não levantou a bandeira da “cura gay”, a postura dele gera “impressão negativa na sociedade e reforça estigmas do preconceito”. E com um projeto tão conservador como esse a pergunta que fica é onde vamos parar? Será que as próximas proposituras serão: pena de morte para homossexuais? “estupro corretivo” para lésbicas?

Apesar dos avanços obtidos com a organização da população LGBT, como o reconhecimento científico de que a homossexualidade NÃO É DOENÇA, o preconceito e a opressão cotidiana ainda são constantes. Alguns dos maiores fomentadores tanto protestante como católico. O discurso da Igreja ainda classifica os homossexuais como pervertidos sociais e ameaçadores da ordem “natural”, da homofobia no Brasil têm surgido.

Atualmente a homossexualidade ainda não possui o direito de ter direitos, pois os homossexuais ― precisam se cercar de advogados para conseguir benefícios aos quais os outros têm acesso automaticamente. E justamente porque não há um espaço (cultural, simbólico, político) para “a homossexualidade”, mas para este ou aquele homossexual. Quando “a homossexualidade” ganha esse espaço é justamente para “denunciar contra”, como no caso de sentenças judiciais conservadoras. E aqui adentra-se numa ordem de problemas teóricos e políticos que estão longe de chegar a uma solução satisfatória, pois inscrever “a homossexualidade” como uma dimensão constitutiva do indivíduo é também dar crédito a visões essencialistas da sexualidade e, como tal, limitadoras das potencialidades humanas.

Bruno Rapchaell

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