Entrevista exclusiva com Aila Menezes do The Voice Brasil

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Aila Menezes
A equipe do site “A Liga Gay” entrevistou Aila Menezes uma das competidoras do The Voice Brasil que mais se destacou e hoje em dia é vista como a diva gay, tocando em boates e clubes GLS. Na entrevista a cantora conta como foi participar do programa, fala sobre sua inspiração no grupo Dzi Croquettes e explica que nasceu no dia 17 de Maio (Dia de combate a Homofobia) e que não tem preconceito ou discriminação com LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais). Abaixo confira a entrevista completa:

Participar do The Voice Brasil foi proveitoso para você? Qual foi a parte que você mais gostou no programa?

Aila Menezes: Participar do the voice foi maravilhoso! Primeiro por ter sido escolhida dentre mais de 40 mil inscritos. Só por ter ficado entre os 48 já valeu a pena. Adorei estar perto daquelas feras. Todos ali são muito talentosos. Dos produtores musicais do programa aos participantes. Foi incrível! Faria tudo novamente. O que mais gostei foi mostrar ao Brasil um pouco da história do meu avô, que é palhaço e viveu de arte a vida toda. E ele ter assistido isso aos 98 anos, é maravilhoso.

Ser eliminada ao cantar com Marcos Lessa, e não ter sido salva por nenhum outro técnico a deixou triste? Tendo em vista que muitos acharam que naquela competição era para você ter ganhado por sua voz e presença de palco?

Aila Menezes: Ter cantado com Marcos Lessa foi uma honra! Ele é uma pessoa linda e tem um talento nato. Não entrei no programa planejando vencer como a melhor voz do Brasil, entrei com vontade de mostrar o meu trabalho e eu sei que eliminação é inevitável, pois é um jogo. Entrei na batalha pra mostrar um pouco mais e mim, e tive êxito. Não me cabe julgar se fui melhor ou não. Isso cabe aos jurados do programa, e naquele momento eles acharam que aquele seria o melhor resultado. Respeito e aceito isso muito tranquilamente. Fui ao programa por dois motivos, para botar a cara na tela mostrando meu trabalho e para homenagear meu avô. E consegui as duas coisas.

Aila Menezes

Atualmente você é vista como diva gay e já toca em várias festas para o público LGBT, o que você acha desse público e porque você acha que eles te abraçaram dessa maneira?

Aila Menezes: Vista como diva gay? (risos). Meu Deus, que honra! Não sei se sou vista assim por todos, mas me dedico a minha música e ao meu trabalho 24 horas por dia. Vivo criando, tendo ideias e pensando de que forma posso contribuir na vida das pessoas com minha música, independente da cor, religião, orientação sexual, ou qualquer padrão. O público gay é fiel demais e muito receptivo. Acredito que eles me abraçam por que enxergam que eu respeito as diversidades e sou contra qualquer rotulação de uma sociedade preconceituosa. Nasci no dia 17 de maio, dia do combate mundial a homofobia, e eu não teria como não ter afinidade também com esse público. Meu som é de paz e meu estilo é inclusão. O público gay é atento e assim como eu, gostam de liberdade.

4- Você já teve alguma experiência homossexual ou bissexual?
Aila Menezes: Não.

5- Muitas pessoas do nordeste gostaram bastante de suas apresentações, você tem alguma previsão de shows nessa região? Dentre os estados do nordeste onde você gostaria de fazer show?

Aila Menezes: O povo do nordeste é um povo caloroso demais. Amo minha região nordestina, e quero fazer shows por todos os cantos desse país. Quero trabalhar muito e mostrar para as pessoas o meu trabalho. Estamos vendo as possibilidades para alguns shows nessa região sim. Espero que logo! (risos)

6- Você tem algum favorito ou favorita para ganhar a competição do The Voice Brasil? Quem é?

Aila Menezes: Todos ali são merecedores, e criei muitos vínculos de amizade. Torço por todos. Sou mais próxima a Pedro Lima e a Sam Alves. Porém mais próxima ainda a Pedro. Ele foi meu grande presente no the voice. Nos chamamos de alma gêmea. Pedro é um das maiores figuras que conheci na vida!! Meu coração está uma Sapucaí por causa deles dois! (risos).


7- Em sua apresentação no Caldeirão do Huck, você errou a música e pediu para voltar, mas foi uma das melhores apresentações daquele dia. Você achou justo não ter sido a escolhida para cantar na final do The Voice Brasil?

Como eu disse no próprio programa, eu estava habituada com a forma da música pro the voice, e a forma pro caldeirão foi diferente, e isso me atrapalhou. O programa foi gravado e por isso pedi pra voltar. Achei que por não ser ao vivo, poderia voltar, mas não pôde. Acho na verdade que fui bem corajosa de ter assumido que o erro foi meu. Não culpei a banda, a produção, nem ninguém. Aconteceu! Quem não erra não é mesmo? Mas o importante, é mesmo errando seguir em frente, e foi o que eu fiz. Fiquei em êxtase depois que o programa foi ao ar, por que minhas redes sociais explodiram de palavras de amor, apoio e acolhimento. Eu realmente não esperava que um erro, seria tão “bem visto” pelas pessoas aqui fora. Isso pra mim é o verdadeiro troféu, conquistar os corações das pessoas. Acredito que nada é por acaso, e aceito com tranquilidade o que foi decidido no programa. Qualquer uma das meninas que ganhassem seria justo, pois todas elas são talentosas demais.

Aila Menezes

8- De onde surgiu o seu patuá, o famoso leque da Aila Menezes, desejado por mulheres e Drag Queens de todo o país?
Aila Menezes: Uso leques nas minhas apresentações a aproximadamente uns 4 anos. Desde quando comecei a pesquisa para o meu trabalho “Noite da Styllosa”. Algumas casas de show que eu cantava faziam muito calor. Então pensei numa forma performática que tivesse a ver com meu trabalho de amenizar esse problema. Sendo assim escolhi os leques. O leque na década de 50, 60 era usado pelas mulheres mais poderosas. No Oriente, leque é significado de transformação, renovação. Lá a pessoa ganha um leque quando nasce e troca de leque a cada 7 anos. E como nesse trabalho tenho como base principal os “Dzi Croquettes”, assisti ao documentário deles e vi que tem tudo a ver o leque com esse meu universo performático, e criativo. Não uso o leque apenas por motivo estético. Quando pego no leque me sinto forte. O leque para mim tem uma conotação de personalidade, atitude e garra.

9- Em quem você se inspira para ser esse furacão nos palcos e ser essa mulher guerreira?
Aila Menezes: Tenho várias referências. Escuto de tudo, assisto todo mundo, e pesquiso muito. Sou apaixonada e tenho muita influência de Carmen Miranda. Essa mulher é atemporal e tem muito a ver comigo na maneira de vestir e de ser performática. Mas também tenho como influência Alcione, Elis Regina, Maria Bethânia, Ney Matogrosso, Beyoncé… Dentre outros.

10- Aila Menezes está solteira? A procura de um verdadeiro amor?

Aila Menezes: Encontrei meu verdadeiro amor faz tempo! Sou casada com Mikael Mutti, estou feliz e completa.

Ouça a apresentação de Aila Menezes com Marcos Lessa no The Voice Brasil:
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