O que Os Vingadores 2 tem a ver com Homofobia?

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*Se você não assistiu o Filme Os Vingadores – A Era de Ultron essa matéria contém Spoilers.

Para quem foi ao cinema assistir o novo filme da saga dos Vingadores, conheceram Ultron, um sistema de computador que pensa e age sozinho, e como todo filme com sistemas que pensam por si só, se vê uma nova rebelião das máquinas. Mas o que o filme tem a ver com a homofobia no mundo?

Os críticos tem sugerido que Stan Lee, criador dos personagens, coloca histórias sobre o mundo LGBT em seus HQ’s, a série X-men criada por ele em 1963 seria uma parábola do movimento gay. Nos filmes da saga X-men, de Bryan Singer, uma fala remete muito a orientação sexual, onde um dos personagens é questionado: “Você já tentou… não ser um mutante?”. Um dos personagens de Lee, Norse Thor, tornou-se uma mulher na mais recente série de quadrinhos da Marvel.

Por esse motivo resolvi assistir com mais cuidado as produções que Stan Lee vem participando, e escrever um pouco sobre de que forma a obra pode ser interpretada, do ponto de vista de um parábola LGBT, o segundo filme da saga dos Vingadores conta uma história interessante, explicando um pouco sobre a homofobia do mundo e a nova visão não homofóbica.

No longa Ultron é um robô que acha saber de tudo, por já ter estudado muito, por mais que tenha tão pouco tempo de vida tem um apego muito grande às histórias religiosas e acredita ser um ser superior aos humanos. Por esse motivo, quer destruir o mundo para acabar com a raça, usando argumentos ligados a ciência e a religião. Quando as primeiras mortes homofóbicas começaram no mundo, foram baseadas no fundamentalismo religioso das pessoas que assim como Ultron, achavam que todos os outros que não eram como eles, estavam errados e que deveriam morrer por esse motivo. Os argumentos sempre são formados baseado na religião, que mexe com a fé e com a crença, criando sentimentos de uma falsa justiça nas pessoas.

As mortes aos homossexuais aumentaram ainda mais quando a epidemia da Aids invadiu o mundo, foram culpados pela aparição de uma nova doença sexualmente transmissível. E não era difícil ganhar aval da sociedade ao matar um LGBT, com o argumento de que cedo ou tarde ele morreria vítima da doença, e que o quanto antes morresse menos pessoas seriam infectadas.

Voltando ao filme vemos Ultron matando um corpo velho dele para se adaptar e evoluir, deixando claro que faria o que for preciso para conseguir o que queria, sem pensar nos outros. É o que vemos também nos que tem o pensamento fundamentalista, que dizem fazer maldades com os homossexuais em nome de uma religião. E as vezes são pegos em crimes bem maiores do tipo roubo ou pedofilia.

A Aparição do Visão é para mostrar um novo modo de ver o mundo, um ser evoluído, assim como Ultron, mas que entende a raça humana, e que não deve interferir no modo como eles vivem as suas vidas. O visão seria o heterossexual que também não entende a homossexualidade, mas que respeita e tem uma visão não homofóbica do mundo.

Willamys Guthyers

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  1. Texto sem sentido e nenhum fundamento.
    As histórias dos X-Men quando foram lançados, nos anos 60, não tinha nenhuma relação com a orientação sexual e sim com o racismo étnico que se encontrava os Estados Unidos. E Os Vingadores são uma equipe com várias formações multi-étnicas, assim como X-men, apesar de mostrar em algumas HQ’s alguns personagens que não aceitam os gays.
    Ultron é uma inteligência artificial com o ar megalomaníaco criado a partir dos devaneios de Tony Stark, já Visão foi a criação a partir de vários heróis, com a parte também de ultron e nenhum momento o filme passa a impressão que ele é homofóbico, pois ele respeita o ser humano por completo, é tanto que ele resolve ajudar nosso planeta, contra o Ultron.

  2. Nossa, não é nem raso: não é, MESMO, uma análise de nada. Apenas uma comparação boba que surgiu na cabeça e o escritor achou legal. Ei, senhor:: o “cara homofóbico” (mesmo que numa visão delirante) é o VILÃO! Portanto, no maniqueísmo dos gibis – em que ou se é bom, ou se é mal – ele é o que a audiência deve odiar e temer! Se um filme mostra alguém homofóbico (se bem que não mostrou – de novo: delírio), o filme não é necessariamente homofóbico!
    Isso fora erro de concordância (são formados “baseado” na religião) e de ortografia (“mecher”), faz com que esse texto não seja meeeesmo levado a sério. Uma pena.
    Desculpem meu tom, espero ter feito uma crítica construtiva.

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