Apoiem as Paradas LGBT, diga não ao ostracismo puritano!

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Muitas pessoas acreditam que as paradas do Orgulho LGBT perderam o viés político e acabaram se tornando grandes festas com muita bebida alcoólica e travestis nuas. Essa é uma visão deturpada que vem sendo passada pela mídia e pelos preconceituosos de plantão, infelizmente muitas pessoas caem nesses mitos de que as paradas LGBT são eventos recheados de promiscuidade, criando um ostracismo puritano, que julga as pessoas pelo seu modo de agir.

Citando como exemplo a Parada LGBT de João Pessoa-PB, onde se pode até ver pessoas bebendo, porém é a festa da diversidade e não deixa de ser uma festa de rua como qualquer outra, por exemplo as prévias carnavalescas da capital. Ao contrário do que algumas pessoas pensam, as bebidas alcoólicas não são distribuídas pelos organizadores do evento, mas são vendidas pelos comerciantes locais como nos demais eventos de rua. O modo de ser vestir de algumas travestis e transexuais é na verdade muitas vezes uma forma de protesto contra a discriminação e a transfobia.

Pessoas LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais)

As vezes algumas das pessoas LGBT acham que a parada não os representa, e por isso além de não participarem, criticam o evento por acharem que é apenas mais uma festividade. Mas esses mesmos não participam da “Marcha contra a homofobia”, do “Ato contra a Cura Gay” e em tantos outros eventos políticos importantes para a construção da cidadania LGBT. A Parada hoje em dia, não é apenas uma festividade, é um ato de comemoração pelas políticas conquistadas pelo movimento LGBT, buscando mais visibilidade para os movimentos e pautando a cidadania na cultura.

Artistas

Sabemos que todos os artistas devem e querem ser remunerados pelo seu show ou atividade realizada na parada, porém o evento é realizado por ONGs (Organizações Não Governamentais) sem fins lucrativos, ou seja, não possuem um orçamento próprio. É muito importante quando artistas se voluntariam para se apresentarem nas paradas, ganham mais visibilidade com o evento, tem seu nome anunciado em vários momentos, e é visto por todas as pessoas que participam do evento, e entre este público há sempre organizadores de outros eventos que não tem enfoque apenas no público LGBT, podendo assim alcançar outros públicos, inclusive donos de boate que poderão contrata-los se gostarem de seu trabalho.
Artistas que vivem com uma certa filantropia sempre saem ganhando em divulgação gratuita e seu nome é bem mais enfatizado que os demais. É a esses artistas que os organizadores do evento preferem colocar na Parada e tem seu nome indicado pelos organizadores do evento quando solicitado, por vezes apenas o artista principal é pago e sempre é através de uma parceria com um órgão como Prefeitura Municipal ou Governo do Estado.

Entidades Políticas (Governo do estado e Prefeituras municipais)

É muito importante que as entidades políticas que gerenciam o local entendam que o evento é uma festividade cultural voltada para um público enorme e precisa ser de alguma maneira financiado, através de apoios e parcerias. O evento deveria ser incluso na pauta do turismo e da cultura, e ter uma verba destinada, como incentivo à realização.

Órgãos de Turismo

O evento deve ser entendido como uma data turística e incluso na agenda cultural da cidade/estado, com demanda específica como viagens turísticas de outros estados e municípios para o local do evento, e apoio com material informativo da parada para facilitar aos turistas de outros municípios, estados e países que queiram saber um pouco mais sobre o intuito do mesmo. Tendo sempre em mente que o evento atrai um grande fluxo de pessoas a cidade, pessoas LGBT de todo o Brasil e até militantes de outros países.

Hotéis

Algumas paradas acontecem próximas a hotéis e pousadas, e ter o nome da empresa atrelado a um evento de diversidade sexual como esse, da um caráter social e filantrópico para a empresa que os apoia, e pode receber o selo de “Gay Friendly” internacional. Atraindo mais pessoas LGBT para suas instalações, as redes hoteleiras devem estar abertas à um diálogo com o movimento, e até fazer permuta de algumas diárias no hotel, em troca ganhariam divulgação no evento e possivelmente o selo de amigos dos LGBT.

Emissoras de TV

É incrível como uma parada LGBT chama a atenção de emissoras de TV, sendo por vezes a pauta do dia, muito mais interessante seria se essas emissoras apoiassem as paradas também com divulgação gratuita ou apoio como alimentação, trio, palco e ornamentação. A emissora seria vista com uma visão mais humanizada, com uma atitude filantrópica com pessoas LGBT.

Pessoas religiosas que apoiam a causa LGBT

Quem acha que a parada tem apenas o lado “mundano” se engana, esse ano, citando novamente a Parada do orgulho LGBT de João Pessoa como exemplo, teremos dois trios de Igrejas evangélicas inclusivas, que não veem a homossexualidade como algo que a pessoa merece ser expurgado de dentro da casa de Deus. Ressaltando que as entidades religiosas estão em apoio da Diversidade Sexual e demonstração clara de amor ao próprio. Além disso, está se cogitando a possibilidade de se criar um culto ecumênico como forma de ato político para visibilizar o apoio das diversas religiões a favor dos LGBT e contra os fundamentalistas religiosos.

Outros Movimentos Sociais e Partidos Políticos

É importante que outros movimentos sociais e militantes de partidos políticos somem e contribuam para que a pauta LGBT seja visibilizada, abrindo discussões específicas em seus interiores. Também é importante que essas entidades representativas levem suas faixas e bandeiras para que juntos construam uma sociedade menos intolerante, menos preconceituosa e menos homofóbica.

Willamys Guthyers

 

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