Paraíba fica em 5º lugar no Nordeste em número de uniões homoafetivas

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Segundo uma pesquisa recente o Estado da Paraíba ficou em 5º lugar em números de casamentos homoafetivos realizados na região do nordeste. Em relação a todos os estados do país, a Paraíba ficou em 15º lugar. A pesquisa realizada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) teve como tema “Estatísticas do Registro Civil”.

É a primeira vez que uma pesquisa como essa é realizada pelo IBGE, que junto aos cartórios de todo o Brasil constatou que em 2013 foram realizados 3.701 registros de casamentos entre pessoas do mesmo sexo, sendo 52% entre mulheres e 48% entre homens. Porém, na Paraíba acontece o inverso, aconteceram 29 casamentos homoafetivos, dos quais 17 foram entre homens e 12 entre mulheres. A faixa média de idade entre as uniões realizadas está entre 30 e 39 anos, sendo a média de 37 anos para homens e 35 para as mulheres.
São Paulo é responsável por 54,4% dos casamentos entre mulheres e 50,5% dos enlaces entre homens. A resolução 175 do Conselho Nacional de Justiça foi o que possibilitou a apuração de dados referentes a união entre pessoas do mesmo sexo em todo país. O número de casamentos homoafetivos realizados ainda é muito inferior ao número de casamento civis realizado entre pessoas de sexos opostos, mas para Renan Palmeira, presidente do Movimento do Espírito Lilás (MEL) essa nova pesquisa aproxima os dados do IBGE da nova realidade social.

“É muito positivo essa pesquisa do IBGE, pois se aproxima da nova realidade social brasileira, onde pessoas homoafetivas convivem juntas. Esse é um direito recém conquistado por via judicial, e quando a construção é feita desse modo há uma mobilização social bem maior.” disse Renan Palmeira.

Renan Palmeira também fala sobre as estatísticas ainda não serem completas, pois existem casais que convivem juntos há anos, mas que não foram até um cartório registrar judicialmente a sua união. O militante LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais) também aborda a falta de conhecimento dos direitos e o preconceito que os homossexuais enfrentam no dia-a-dia.

“As estatísticas ainda não são completas, pois a maioria dos casais homoafetivos ainda não sabem sobre esses direitos, os números do IBGE não abordam casais que vivem juntos há muitos anos. Isso tudo é culpa também do preconceito que nós, homossexuais, ainda enfrentamos no cotidiano.” finalizou o presidente do MEL.

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