“Vai que Cola – O filme”, o romance gay que o Brasil aprovou

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‘Vai que Cola – o filme’ inspirado na série de sucesso no Multishow já levou milhares de espectadores aos cinemas brasileiros, o longa metragem traz personagens do cotidiano e brinca com diversas expressões idiomáticas do vocabulário “gay”. O personagem gay Ferdinando (Marcus Majella) é um dos preferidos do público, sendo uma das cenas mais importantes do filme a aparição dele cantando a música de Wanessa Camargo, “amor, amor”.

Marcus Majella FerdinandoO personagem Ferdinando realmente cativou o público e o filme fez um bom serviço fazendo com que o público visse com um novo olhar um romance entre dois gays, entre eles um personagem drag queen. Em uma cena o Concierge da pensão da Dona Jô (Catarina Abdalla) imita a transexual Luisa Marilac com seus “bons drinks” na piscina e brinca com a cena do filme “Priscila – a rainha do deserto”, na cena onde chega ao Leblon em cima de uma Kombi vestido todo de prateado.

Me perguntaram: “Marquinhos, você subiria na Kombi para fazer a cena ou prefere um dublê?”. E eu: “Como assim, dublê? Quero subir e vou subir!”. E lá fomos nós – eu de cabelo esvoaçante, todo vestido de prata, circulando por Ipanema e Leblon umas dez vezes. Paramos Ipanema e Leblon. Disse o ator Marcus Majella em uma entrevista sobre “Vai que Cola – O filme”.

Marcus Majella e Oscar NegriniEm um  dos cinemas de João Pessoa-PB, considerada por diversos anos um das cidades mais difíceis para lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais (LGBT) viverem, houve um momento muito marcante. Era possível ver claramente que o público amou o personagem Ferdinando e o romance com o Síndico Brito (Oscar Magrini) . Na cena onde ele dubla a música de Wanessa Camargo, o cinema aplaudia, sorria e até gritava de emoção, nada em tom de deboche, ao ver que o personagem de Oscar Magrini se apaixonava pela drag queen e afirmava a sua sexualidade. Uma cena engraçada e emocionante de ver.

Muitos podem dizer que o público sorria e aplaudia por ser um personagem gay afeminado, cheio de estereótipos e que se traveste. Mas a ideia é essa, o filme é uma comédia, logo, todos os personagens são cheio de estereótipos e brincam de forma humorística com eles. O roteiro para o personagem foi tão bem elaborado que deixa o filme do personagem Crô () no chinelo. Estereótipos e comparações a parte, o filme tem sido aplaudido dentro e fora dos cinemas e até mesmo durantes as gravações o romance gay foi aplaudido pela equipe da produção.

“O Ferdinando, personagem do Marcus Majella, se apaixona pelo Brito, achando que ele é do babado também. O desfecho do personagem é uma delícia e foi sensacional de fazer. Não vale contar porque é surpresa, mas a equipe chegou a aplaudir no final.” Disse Oscar Magrini em uma entrevista sobre o filme.

O público só quer saber de uma coisa agora, o que aconteceu com o romance entre Brito e Ferdinando? No final Ferdinando volta a pensão de Dona Jô, mas nada mais é dito sobre o personagem Brito. Ao que tudo indica será uma boa história para ser contada em uma continuação do filme ou um filme solo sobre o casal.

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