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Série Revival de “Sex and the city” aposta nos novos temas sobre diversidade

Nova série trará Sara Ramirez no elenco fixo

No início do ano a HBO anunciou o revival da série “Sex and the city” para a sua nova plataforma de stream, a HBO MAX. A série se chama “And just like that” e foram confirmados apenas 10 episódios para a primeira temporada. A série original contava a vida de Carrie (Sarah Jessica Parker), Miranda (Cynthia Nixon), Charlotte (Kristin Davis) e Samantha (Kim Cattrall).

O anúncio deu muita esperança aos fãs da série original que desde 2004 ficaram com a ausência da história das 4 amigas. Após isso, eles tiveram os filmes em 2008 e 2010 e o spin-off, “The Carrie Diaries” em 2013 que foi cancelado após 2 temporadas. Mas a espera está próximo de acabar, inclusive para os fãs brasileiros já que a HBO Max também chega esse ano.

Alguns sites americanos e fãs LGBTI+ da série criticaram a ausência de personagens LGBTI+ na série, tendo em vista que o histórico com a temática não é um dos melhores. Além de reclamações sobre existirem poucos personagens negros, O primeiro filme apresentou um personagem negro, mas como assistente de Carrie, Louise (interpretada por Jennifer Hudson) que se tornou um exemplo clássico do que alguns sites chamaram de “Negro mágico” que serve de escada para o protagonista. Em Sex and the City 2 , as mulheres viajam para Abu Dhabi, foi muito mais notório a propaganda classista e imperialista ocidental, a quantidade de xenofobia, racismo e estereótipos orientalistas amontoados em um único filme.

Há cenas e episódios completos da série que é melhor serem apagados da memória, como Carrie comentando que a bissexualidade é “uma parada no caminho para a cidade gay”, uma bifobia evidente. Também temos que lembrar da vez que Samantha se mudou para o Meatpacking District e a rivalidade que teve com trabalhadoras do sexo trans, umas das poucas pessoas negras que apareceram no programa, utilizando uma linguagem corporal e desdém que é típico da personagem, mas que no contexto é de acender o sinal da transfobia.

O mais próximo que a série original chegou de promover a diversidade foi a relação homossexual de Samantha com uma artista feminina, interpretada pela atriz brasileira Sônia Braga. O personagem é um estereótipo feroz da latina, e seu relacionamento, como tantos na série, é breve, retratado em traços gerais e tem um final péssimo. A própria Sarah Jessica Parker admitiu em entrevistas que a série precisa ser modificada e dar mais espaço para causas importantes.

Sara RamirezMas tudo está prestes a mudar. Uma grande novidade é a chegada de um personagem não binário para o elenco fixo da série, um nome muito conhecido para os fãs de séries, Sara Ramirez – ex-estrela de Grey’s Anatomy e ativista LGBTI+ entra para compor o grupo. A vaga estava aberta após o não interesse da atriz Kim Catrall em interpretar Samantha novamente.

“Todos em And Just Like That … estão emocionados que uma atriz dinamicamente talentosa como Sara Ramírez se juntou à família Sex and the City “, disse Michael Patrick King, criador da série, em um comunicado à imprensa. “Sara é um talento único, igualmente em casa com comédia e drama – e nos sentimos animados e inspirados para criar este novo personagem para o show. “

Não vamos ter Samantha, mas  vamos ter Che (Sara Ramirez), o personagem é não-binário,  stand-up queer e podcaster, segundo o The Hollywood Reporter, Carrie (Sarah Jessica Parker) aparece em alguns dos episódios do podcast de Che.  O personagem é descrito como “uma grande presença com um grande coração, cujo ultrajante senso de humor e uma visão progressiva e humana dos papéis de gênero tornaram a ele e seu podcast muito populares”.

Ramirez falou que era uma pessoa não binária em uma postagem do Instagram no ano passado e que atende pelos pronomes she/theysignificando que mesmo não se identificando como mulher, ainda utiliza o pronome ela e they, o equivalente de elu em portugês. As gravações começam em breve, só então saberemos se realmente a série trará para o enredo principal a pauta LGBTI+ e nossas vivências. Mas como Sara Ramirez é uma pessoa bissexual, ainda não sabemos se assim também será o seu personagem, o que poderá render episódios inovadores para uma série de TV.

Outra perspectiva que a nova série trará é a visão de como aquele grupo de mulheres evoluiu e como se comporta nos seus 50 anos de idade. A franquia, incluindo a série, o primeiro e o segundo filmes, tinha uma política questionável e às vezes era racista e orientalista. Então, muita gente quer saber se a vida ensinou a essas mulheres brancas e ricas como lidar com a diversidade.

“Estamos tentando contar uma história honesta sobre ser uma mulher na casa dos 50 anos em Nova York. Portanto, tudo deve parecer natural, já que os amigos que você tem aos 30 podem não estar presentes quando você tiver 50.” Disse Casey Bloys, diretor de conteúdo da HBO MAX, em entrevista para a TV Line.

A série “And just like thar” ainda não tem previsão de estreia, mas a HBO MAX chega no Brasil no dia 29 de Junho.

 

 

 

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Willamys Guthyers

Estudante de Jornalismo na Universidade Federal da Paraíba (UFPB), assessor de Mídias Sociais em diversas empresas, crítico, político e ativista.

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